Os Países Onde as Pessoas Menos Gostam de Receber Áudios no WhatsApp

 

Os Países Onde as Pessoas Menos Gostam de Receber Áudios no WhatsApp

Os Países Onde as Pessoas Menos Gostam de Receber Áudios no WhatsApp


A maneira como cada cultura lida com a tecnologia e a forma como as pessoas se comunicam são fatores que ajudam a entender por que as mensagens de voz são mais aceitas em alguns países do que em outros. 

Em agosto de 2013, o WhatsApp, que agora faz parte da Meta, introduziu uma novidade simples: a função de enviar mensagens de voz. A empresa anunciou com entusiasmo: "Nada substitui o som da voz de um amigo ou familiar."

Após mais de uma década desde esse lançamento, a experiência de receber um áudio de 10 minutos de um amigo falando sobre um desentendimento na família ou um drama no trabalho continua a ser algo que gera reações diversas: enquanto algumas pessoas adoram, outras o consideram uma verdadeira tortura. 

Países como Índia, México, Hong Kong e os Emirados Árabes Unidos abraçaram com força as mensagens de voz, que se tornaram quase tão populares quanto as mensagens de texto. No entanto, essa tendência não foi tão forte em países como o Reino Unido.

De acordo com uma pesquisa do instituto YouGov publicada em abril, que entrevistou mais de 2,3 mil britânicos, as mensagens de voz cresceram ligeiramente em popularidade, mas ainda assim apenas 15% dos entrevistados afirmaram usar regularmente esse recurso (ou seja, várias vezes por semana). Surpreendentemente, as mensagens de voz foram o meio de comunicação menos popular entre todos os grupos etários do Reino Unido, incluindo a geração Z. A pesquisa também revelou que apenas 4% dos britânicos preferem usar mensagens de voz, em contraste com os 83% que optam pelas mensagens de texto.

O Brasil não foi incluído na pesquisa do YouGov, mas, segundo o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, os brasileiros são líderes no uso de figurinhas, enquetes e mensagens de voz, enviando quatro vezes mais áudios do que qualquer outro país. Isso levanta a questão: por que as mensagens de voz geram tanta controvérsia? E por que elas se popularizaram em certos países e não conseguiram se consolidar no Reino Unido?


O Impacto das Mensagens de Voz nas Emoções Humanas

Em 2011, pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison realizaram um estudo sobre o impacto das ligações telefônicas em crianças. O estudo revelou que, ao ouvir a voz de seus pais em uma chamada, os níveis de cortisol (hormônio do estresse) diminuíam, enquanto a oxitocina (hormônio do vínculo) aumentava.

Embora o estudo tenha se concentrado em chamadas telefônicas e não especificamente em mensagens de voz, a conclusão de que a voz de um ente querido tem um impacto emocional positivo é relevante para o debate. Seth Pollak, psicólogo que participou do estudo, sugeriu que seria interessante testar essa dinâmica nas mensagens de voz, uma vez que, ao contrário das chamadas ao vivo, as gravações pré-gravadas podem ter um impacto emocional diferente.

Outro especialista, Martin Graff, psicólogo da Universidade do Sul do País de Gales, pesquisa a comunicação online e acredita que as mensagens de voz podem ser mais ricas em termos de expressão emocional. Ele defende que isso se deve à teoria da riqueza dos meios de comunicação, que sugere que a comunicação ao vivo (como em uma chamada telefônica) é mais rica e permite respostas em tempo real, tornando a experiência mais envolvente.

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