ISEDEF quer mais cooperação entre militares e civis para travar terrorismo

 

ISEDEF quer mais cooperação entre militares e civis para travar terrorismo


O Instituto Superior de Estudos de Defesa Tenente-General Armando Guebuza (ISEDEF) está a desafiar as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) a intensificar a cooperação civil-militar para alcançar sucesso no combate ao terrorismo no norte de Moçambique. A instituição também destacou a necessidade de garantir o respeito rigoroso aos direitos humanos durante as operações militares.

Em uma conferência realizada junto ao Alto-Comissariado das Nações Unidas sobre direitos humanos, oficiais superiores das FADM se reuniram para discutir a integração de princípios fundamentais nas operações militares. O coronel Elias Hachimo, durante a conferência, explicou a importância de respeitar a vida e os direitos das populações civis durante os conflitos. Ele destacou que as forças armadas devem agir para proteger comunidades deslocadas, assegurando a segurança sem recorrer à violência desnecessária.

“Por exemplo, quando uma comunidade se encontra em uma situação vulnerável e busca proteção, as Forças Armadas devem focar em salvar essas pessoas, restaurando a paz sem recorrer a ações militares agressivas contra elas”, afirmou Hachimo.

Fortalecimento da Cooperação Civil-Militar

O secretário permanente do Ministério da Defesa Nacional, Casimiro Mueio, enfatizou a importância de a cooperação civil-militar ser uma prioridade das FADM, principalmente no contexto atual de combate ao terrorismo. Ele ressaltou que a integração dos direitos humanos nas funções militares tem sido aprimorada nos últimos anos, com esforços conjuntos entre o Ministério da Defesa e o Alto-Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.

“Esta conferência visa consolidar os avanços já alcançados e refletir sobre os desafios contínuos, com o objetivo de garantir que as ações militares respeitem os direitos fundamentais dos cidadãos, sem comprometer a segurança nacional”, declarou Mueio.

Cooperação Interinstitucional para a Proteção dos Direitos Humanos

A representante do Alto-Comissariado das Nações Unidas, Catherine Sozi, sublinhou a necessidade de cooperação interinstitucional para a efetiva promoção e proteção dos direitos humanos em Moçambique. Ela destacou que as agências da ONU têm trabalhado estreitamente com as agências de defesa e segurança do país para integrar práticas de direitos humanos nas funções militares.

“É fundamental que o diálogo contínuo entre o Alto-Comissariado da ONU para os Direitos Humanos e o Ministério da Defesa Nacional seja mantido, para que os direitos humanos sejam parte integrante de todas as operações das Forças Armadas de Defesa de Moçambique”, afirmou Sozi.

Futuro da Cooperação

A conferência, que terminou nesta terça-feira, é um marco no fortalecimento da integração de direitos humanos nas operações das FADM e serviu como uma oportunidade para aprimorar a colaboração entre as diversas entidades governamentais e internacionais. A promoção de uma cooperativa eficaz entre civis e militares no país é vista como essencial para o sucesso nas operações contra o terrorismo, enquanto preserva a segurança e os direitos da população civil.

 


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